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A atitude é nossa.
A consciência é de todos!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MATA ATLÂNTICA – Um HOTSPOT Mundial

A Mata Atlântica é considerada um dos maiores berços da biodiversidade do planeta, bem como um dos mais importantes e mais ameaçados hostspots do mundo. Foi em 1988 que o ecólogo inglês Normam Meyers, propôs um conceito de áreas críticas – Hotspots. É, portanto, uma área prioritária para a conservação, isto é rica em biodiversidade, na sua maioria endêmica, mas ameaçada no mais alto grau. 
Considerada um Patrimônio Nacional, a Mata Atlântica contribui diariamente de maneira fundamental para a vida de muitos brasileiros. Somos 145 milhões de pessoas que habitam as 3.429 cidades do bioma. Dependem dos serviços por ela prestados, como a regulação do clima, qualidade do ar, geração e abastecimento de água e o fornecimento de recursos para o desenvolvimento do país. Ao passo que usufruímos desses benefícios, também cobramos um preço alto dessa floresta, devastando mais de 90% da sua área original, afirma a Fundação SOS Mata Atlântica.
Conforme cita o Conselho Nacional Reserva da Biosfera Mata Atlântica, este bioma foi reduzida a 0,3% de sua área original na região nordeste do país. Ao sul da Bahia onde possui maiores fragmentos, ainda hoje fortemente ameaçados, a Mata Atlântica sobreviveu principalmente nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, formando um grande corredor ecológico. Graças ao relevo acidentado e à pobreza dos solos das Serras do Mar e da Mantiqueira, uma série de montanhas costeiras com até 2.500 metros de altura, que caracterizam o litoral sul e sudeste do Brasil. Notavelmente 20% de todos os remanescentes florestais se encontram no Vale do Rio Ribeira de Iguape, na fronteira dos estados de São Paulo e Paraná e apenas 200 km de São Paulo, a maior metrópole da América do Sul, com mais de 15 milhões de habitantes.
Vista Caminho do Rei, Florianópolis/SC.
Atualmente encontram-se na região litorânea, no Nordeste, pequenas ilhas remanescentes de mata isoladas. Ao sul e Sudeste manchas mais expressivas cujo principal corredor chega a mais de 2.000 km de extensão. As áreas mais para o interior, situada no planalto brasileiro, estão tão devastadas quanto a região nordestina, restando aí poucos exemplares da mata primitiva. Em Florianópolis, capital de Santa Catarina restam cerca de 12.959 hectares de mata. http://aquitemmata.org.br/#/
A Mata Atlântica apresenta uma enorme variabilidade territorial e topográfica e em conseqüência climática, explicando porque ela é uma floresta com grandes diferenciações biológicas. Assim as formações situadas mais ao Norte, têm segundo alguns especialistas, mais de 50% de suas espécies arbóreas diferenciadas daquelas situadas ao Sul. Incorporando características de mata subtropical com o aparecimento de largas extensões onde predomina a Araucária angustifólia.
Como grandes blocos florísticos da Mata Atlântica podemos mencionar as formações ombrófilas densas do litoral, as florestas estacionais mais para o interior, bem como as diversas adaptações de transição para vegetações de clima mais seco do Brasil central e as matas ombrófilas mistas com araucárias da região Sul. Além disso, convivem com ela diversos ecossistemas associados como por exemplo as especializações florestais litorâneas, manguezais, campos de altitude entre muitas outras pequenas parcelas menos representativas em termos espaciais aponta o Conselho Nacional Reserva da Biosfera Mata Atlântica.
Vista Caminho do Rei. Florianopolis/SC.
Para se ter uma ideia, da riqueza de sua biodiversidade, considerando-se cerca de 7,3% do que restaram de Mata Atlântica, estudos indicam que num único hectare do sul da Bahia, já foram encontradas 454 espécies de árvores e 476 espécies, em amostra de mesmo tamanho na região serrana do Espírito Santo. Portanto a Mata Atlântica é hoje considerada como uma das florestas tropicais mais ameaçadas de extinção,  um dos “hotspots” da biodiversidade mundial e prioritária para sua conservação em nível global.
Sua área original, antes grandiosa, encontra-se restrita a alguns remanescentes já bastante fragmentados. São vestígios do ecossistema original, que embora aparentemente protegidos pela topografia acidentada da serra do Mar, continuam sendo destruídos para reflorestamento de espécies exóticas (pinus e eucalipto), atacados pela extração ilegal de palmitos e sua fauna vem sendo dizimada por caçadores, o que em curto espaço de tempo, pode levar a seu completo desaparecimento. O futuro da mata Atlântica depende da preservação dessas áreas remanescentes, permitindo assim a manutenção da qualidade da vida humana (Instituto Rã-bugio).
Paisagem Trilha de Naufragados. Florianópolis/SC
Proteger o que sobrou e recuperar o que desmatamos é um passo estratégico para que o Brasil cresça de forma sustentável. Nosso modelo de desenvolvimento dá sinais claros de esgotamento, mas aponta também a oportunidade de colocarmos a agenda ambiental no centro das decisões políticas, sociais e econômicas do país. Um processo que requer construção participativa entre sociedade, governo e empresas, organizando uma agenda em comum (Fundação SOS Mata Atlântica).
Precisamos reconhecer efetivamente o quanto dependemos das nossas florestas e assumir esse compromisso coletivo. Há muito a ser feito, como investir em saneamento e combater a poluição dos nossos rios e mar; fortalecer as Unidades de Conservação; recuperar trechos degradados, principalmente as Áreas de Preservação Permanente, e zerar o desmatamento ilegal no bioma reforça  a Fundação SOS Mata Atlântica.
Monitoramento na trilha Ponta da Lage. Florianópolis/SC
O INSTITUTO DE ESTUDOS AMBIENTAIS TRILHEIROS DE ATITUDE - IEATA  foi criado com a missão de contribuir na preservação e conservação da Mata Atlântica através do uso adequado das trilhas e caminhos ecológicos, envolvendo a comunidade do seu entorno, através de um conjunto de ações, do município de Florianópolis/SC.

            Portanto, a IEATA, em parceria com o Programa Roteiros: Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina - PRA, e entidades parceiras, aponta como fundamental a revitalização das Trilhas e Caminhos Ecológicos que estão sendo observadas por seu grupo de Estudos. Com o intuito de utilizar como importante ferramenta de Educação Ambiental, resultando na preservação e conservação das áreas naturais do entorno. 
Texto: Mariléia Sauer
Bióloga - IEATA
Fonte:
___________ Investigando a Biodiversidade: Guia de apoio aos educadores do Brasil. Belo Horinzonte, Brasília: Conservação Internacional, Instituto Supereco, WWf Brasil. Tradução: Débora Agria de Oliveira, Sylvia Oliveira Nocetti

Sites Consultados:

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Projeto Trilhas e Caminhos Ecológicos

MISSÃO: Contribuir na preservação e conservação da Mata Atlântica através do uso adequado das trilhas e caminhos ecológicos, envolvendo a comunidade do seu entorno, através de um conjunto de ações, do município de Florianópolis/SC.


OBJETIVO GERAL:
                        Desenvolver ações que envolvam as Trilhas e Caminhos Ecológicos do Norte da Ilha de Santa Catarina, como estratégia de conservação e preservação do trecho de Mata Atlântica, que compõe a paisagem da trilha/caminho, garantindo sua reestruturação, uso recreativo, e desenvolvimento socioeconômico do entorno.
Objetivos:
·          Diagnóstico das Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina, elencadas no Programa Roteiros do Meio Ambiente, inicialmente do Norte da Ilha;
·         Produção do projeto de Revitalização de Trilhas e Caminhos, que passarem por diagnóstico;
·         Promover a preservar e conservar o fragmento de Mata Atlântica através do uso adequado de trilhas e caminhos ecológicos;
·         Identificação, recuperação e monitoramento de áreas degradadas do entorno das trilhas e caminhos trabalhados;
·         Mapeamento de fontes hídricas;
·         Resgate cultural;
·         Resgate do uso de plantas medicinais pela comunidade dos entorno das trilhas e caminhos
·         Levantamento de fauna e flora, com a implementação de banco de dados; 
·         Incentivar estudas relacionados a Ecologia das Trilhas – metodologia de visitação, bioindicadores, alterações da paisagem natural; 
·         Encaminhar tombamento de trilha/caminhos, em primeira estância da Ponta da Lage e Caminho do Rei;

AÇÕES
·         Diagnóstico das Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina, elencadas no Programa Roteiros do Meio Ambiente;
·         Revitalização de Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina que passaram pelo diagnóstico;
·         Captação de recurso para o processo de revitalização da trilha e caminho trabalhada;
·         Resgate do uso de plantas medicinais pela comunidade dos entorno das trilhas e caminhos;
·         II Curso de Formação de Condutores Ambientais e Culturais; em diálogo para  parceria com Esec Carijós – ICMBIO;
·          Atividades de Educação Ambiental -   Formação para Educadores da rede de Ensino;
·         Seminário sobre Políticas Publicas  - implementação do código Florestal (Lei nº 12651/12);
·         Curso Biologia da Conservação - Prevista para 21 e 22 de novembro/2015;
·         Formatação do I Seminário Trilhas e Caminhos uma ferramenta para conservar e preservar a Mata Atlântica – Entorno da gleba Ratones/Esec Carijós, estendido para os Ingleses, em parceria com Esec Carijós – ICMBIO;

RESULTADOS
·         Processo de Revitalização da Trilha Lagoinha do Leste, em parceria com o PRA – Programa Roteiros do Ambiente de Santa Catarina.
·        Elaboração do anteprojeto revitalização trilha/caminho ponta da laje (Praia da Ponta das Canas a Lagoinha),
·         Realização do mapeamento cartográfico da trilha Ponta da Laje, e Caminho para reconhecimento e coleta dados permitindo a elaboração do projeto executivo. Bem como o pedido de produção do Projeto de Lei para o tombamento das trilhas e caminhos citadas neste item as instituições responsáveis.
·         Elaboração do projeto Executivo para revitalização do Caminho do Rei;
·         Elaboração do Diagnóstico da Trilha da Feiticeira (Praia Brava a Ingleses);

·         Elaboração do Programa Roteiros: Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina.  “Elaboração conjuntamente, sob a coordenação da FLORAM, através do Departamento de Unidades de Conservação - DEPUC, com a participação do Departamento de Projetos - DEPRO e Departamento de Educação Ambiental - DEPEA, Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis - IPUF, Secretaria Municipal de Turismo - SETUR e Instituto Federal de Santa Catarina - IFSC; e entidades da sociedade civil: IEATA (Instituto de Estudos Ambientais Trilheiros de Atitude), IMMA - Instituto Multidisciplinar de Meio Ambiente e Arqueoastronomia, Coletivo UCs da Ilha, e colaboradores individuais.” Conforme a  Portaria 003/FLORAM.

·         Reunião com a comunidade local, representada pela Associação de Moradores Ponta Norte, para apresentação do Projeto.



Estamos trabalhando para construir um mundo mais Equilibrado, preservando e conservando o Ambiente Natural. 
Participe você também, entre em contato e saiba como!

Somos grato!
Equipe do IEATA


Mutirões de Limpeza das Praias


Objetivo
As Ações Voluntárias de mutirão dos ecossistemas costeiro é uma forma de mobilizar toda a comunidade e do governo para o grave quadro de poluição por resíduos sólidos em nossas praias. Ao mesmo tempo retira o máximo possível de resíduos destes  ambientes, em especial do micro-lixo. Ou seja, coleta dos “lixinhos” que a maioria das pessoas acha que não vai fazer diferença, como papéis de bala, tampas de garrafas, canudos, palitos de picolé e pirulito, goma de mascar, bitucas de cigarro, embalagens plásticas e de cigarro, anéis de latinha, cacos de vidro. Tudo o que se encontra na rua, nos gramados, entopem bueiros gerando enchentes e morte da fauna aquática.
             Tornando-se uma ferramenta de pesquisa e educação ambiental, por meio da sensibilização e do trabalho em equipe.  A partir da 3º edição, ao finalizar o mutirão cada voluntário receberam certificados de participação.

Registro do 3º mutirão de limpeza na Praia da Ponta das Canas




Quando ocorrem

Geralmente aos segundos ou terceiros domingos de cada mês. Fique de olho em nossa pagina no Facebook.


Quem pode participar

Qualquer pessoa pode participar das ações voluntárias. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de um adulto responsável. Caso tenha interesse em participar cadastre seu Email e saiba tudo sobre as próximas ações voluntárias e eventos.
Você pode formar um grupo de amigos da sua escola, universidade, associação ou empresa. Obtenha informações e confirme sua presença em nossa página no Facebook.


Palestras e Eventos

O Instituto Estudos Trilheiros de Atitude também realiza palestras sobre a poluição dos oceanos em escolas, empresas e eventos. Para mais informações entre em contato conosco por Email.


CONTAMOS COM A PARTICIPAÇÃO DE TOD@S!

SOMOS GRATOS!


segunda-feira, 15 de junho de 2015

9º Edição curso BIOLOGIA DA CONSERVAÇÃO - 21 e 22 de novembro de 2015


PROMOÇÃO: INEDE BRASIL e IEATA/SC

APOIADORES: Earth Consultoria, Hotel Canto da Ilha e Escola Sul Cut.

DATAS: 21 e 22 de novembro 2015 (Sábado e Domingo)

LOCAL: Hotel Canto da Ilha (Centro de eventos) – Florianópolis/SC (www.cantodailha.com.br)
Av. Luiz Boiteux Piazza, 4810, Ponta das Canas - Cep 88056-680 - Florianópolis, SC - Brasil.

INVESTIMENTO: R$ 200,00*
*Inclui: CD-ROM com material do curso completo e certificado de participação.
Valor pode ser parcelado em 2x de R$ 100,00, sendo a 1ª parcela no ato da inscrição e a 2ª parcela até dia 28/08/2015 (em caso de não pagamento da segunda parcela a inscrição não será efetivada sob perda da vaga e do valor da primeira parcela).

Obs: Hospedagem e alimentação com valores diferenciados para alunos do curso. Mais informações em: www.cantodailha.com.br.

Procedimento de inscrição:
1) Depositar o valor da taxa de inscrição (R$ 200,00 ou 2x de R$ 100,00*):
*Primeira parcela no ato da inscrição e segunda parcela até dia 28/08/2015.
BANCO DO BRASIL
AGÊNCIA: 4612-4
CONTA CORRENTE: 11.195-3

2) Após realizar o depósito, enviar o seguintes dados para inedebrasil@yahoo.com.br :
A) Número ou cópia do comprovante de pagamento
B) Nome completo do participante (para certificado)
C) Número do RG ou CPF
D) Instituição/curso
E) Endereço com CEP
F) Cidade/Estado
G) E-mail
H) Telefone de contato (preferencialmente celular)

3) O inscrito receberá em até 03 dias úteis após o envio dos dados solicitados um email confirmando sua inscrição.
Atenção: Como as vagas do curso são limitadas, em caso de cancelamento, não comparecimento ou não pagamento da segunda parcela, o valor de inscrição não é reembolsado.

Demais informações: 

CARGA HORÁRIA: 16 Horas (com certificação)
12/09 – Das 08:00h às 12:00h, das 13:00h às 18:00h.
13/09 – Das 08:00h às 12:00h, das 13:00h às 18:00h.

INFORMAÇÕES E INCRIÇÕES: Via e-mail INEDE inedebrasil@yahoo.com.br. Pagamento por depósito bancário (Até 06/Novembro/2015) ou enquanto estivem disponíveis vagas.  

PÚBLICO ALVO: Estudantes de Biologia, conservacionistas, biólogos, agrônomos, engenheiros florestais, consultores ambientais, técnicos em meio ambiente e demais interessados.

MINISTRANTES:
1. Dr. Lucas Gonçalves (Biólogo – Pesquisador PUCRS, URI, CNPq e consultor do INEDE Brasil)
2. Biol. Samuel Santos (Biólogo – Pesquisador do Instituto Pampa Brasil e Earth Consultoria)
3. Me. Flávia Moraes (Geógrafa – Pesquisadora do Centro de Mudanças Climáticas UFRGS)

PROGRAMAÇÃO E CONTEÚDOS:

Sábado, 21/11/2015 (manhã):
1. Histórico da Biologia da Conservação. O que é? Para que serve?
2. Crise de Biodiversidade Mundial
3. Causas de Perda de Biodiversidade
Sábado, 21/11/2015 (tarde):
4. Fragmentação de Ecossistemas
5. Hotspots de Biodiversidade
6. Biologia Computacional (Biodiversity Databases)
Palestra especial: SIGs aplicados a Biologia da Conservação

Domingo, 22/11/2015 (manhã):
7. Espécies Ameaçadas
8. Áreas Prioritárias de Conservação dos Biomas Brasileiros
9. Relações Espécies/áreas – Abordagem Biogeográfica
Domingo, 22/11/2015 (tarde):
10. Genética da Conservação
11. Projetos em Biologia da Conservação (Estudos de Caso)
Palestra especial: Conservação do Bioma Pampa
12. Unidades de Conservação/Áreas Protegidas

terça-feira, 2 de junho de 2015

Projeto Trilhas e Caminhos Ecólogicos!

Contamos com sua contribuição!

Missão: Contribuir na preservação e conservação da Mata Atlântica através do uso adequado das trilhas e caminhos ecológicos, envolvendo a comunidade do entorno do município de Florianópolis/SC, através de um conjunto de ações.

Trilha/Caminho Ponta da Lage. Foto: D.R.R. Lima.

Objetivo Geral:
Propor a revitalização das Trilhas e Caminhos Ecológicos, como estratégia de conservação e preservação do trecho de Mata Atlântica, que compõe a paisagem da trilha/caminho, garantindo o uso recreativo, e desenvolvimento socioeconômico do entorno.

Objetivos:

  • Diagnóstico das Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina, elencadas no Programa Roteiros do Meio Ambiente, inicialmente do Norte da Ilha;
  • Produção do projeto de Revitalização de Trilhas e Caminhos, que passarem por diagnóstico;
  • Promover a preservar e conservar o fragmento de Mata Atlântica através do uso adequado de trilhas e caminhos ecológicos;
  • Identificação, recuperação e monitoramento de áreas degradadas do entorno das trilhas e caminhos trabalhados;
  • Mapeamento de fontes hídricas;
  • Resgate cultural;
  • Resgate do uso de plantas medicinais pela comunidade dos entorno das trilhas e caminhos
  • Levantamento de fauna e flora, com a implementação de banco de dados;
  • Encaminhar o tombamento da trilha/caminho Ponta da Lage; 
      


1 -  Etapa 

 REVITALIZAÇÃO DA TRILHA/CAMINHO  PONTA DA LAGE (Praia Ponta das Canas a Praia da Lagoinha, Norte da Ilha)



JUSTIFICATIVA
                        Florianópolis é uma capital envolvida pela Mata Atlântica, cortadas por trilhas e caminhos ecológicos, banhada por belas praias. E segundo Zeferino (2005), trilhas e caminhos fazem parte da nossa história e do nosso mundo de relações. Muitos desses traçados, mais tarde, viraram estradas e alguns se esvaíram no esquecimento da nova gente que se assentou nos diferentes lugares. Aponta que trilhas e caminhos poderá ser a mesma coisa. No entanto, as trilhas são mais intuitivas, mais rudes e ao mesmo tempo mais próximas da paisagem original, são como rasgos, firmados com a presa do vento. Já os caminhos trazem a experiência do tempo, carregam o conjunto dos valores emotivos e materiais de determinada comunidade. Tanto trilhas e caminhos fazem a nova opção de vida, de velhas e novas gerações, num processo crescente e incessante do experimentar a vida na sua qualificação mais nobre e natural.
                        Para Zeferino (2005), as trilhas e caminhos reúnem em seus traçados trechos de diferentes ecossistemas, como morros, costões, planícies costeiras arenosas, dunas, restingas, manguezais, baías, enseadas, lagoas, córregos e vegetação típica da Mata Atlântica, incluindo o mar. sua composição floristica e fauna.
                        Lembrando que percorrer uma trilha ou caminho ecológico na Ilha de Santa Catarina é navegar um fragmento da Mata Atlântica composta por uma imensa biodiversidade da fauna e flora, diferentes formas de relevo, paisagens, características climáticas diversas e a multiplicidade cultural da população configuram essa imensa faixa territorial do Brasil que interagem entre si. Tendo início no Rio Grande do Sul até o Piauí, ao todo, são 1.300.000 km², ou cerca de 15% do território nacional, englobando 17 estados brasileiros, atingindo até o Paraguai e a Argentina. Classificada como um conjunto de fisionomias e formações florestais, a Mata Atlântica se distribui em faixas litorâneas, florestas de baixada, matas interioranas e campos de altitude. Somado à magnitude destes números, outro dado modifica a percepção sobre a imensidão desse bioma: cerca de 93% da sua formação original já foi e continua sendo devastada. O qual na execução do Projeto Trilhas o grupo confere na integra, nas diferentes formas acima citado.
            Portanto, a IEATA, aponta como fundamental a revitalização das Trilhas e Caminhos Ecológicos que estão sendo observadas por seu grupo de Estudos. Com o intuito de utilizar como uma importante ferramenta de Educação ambiental, resultando na preservação e conservação das áreas naturais do entorno. Propõe-se iniciar pela revitalização da Trilha/Caminho da Ponta da Laje. Com extensão de 2.450 metros, com inicio na praia da Lagoinha, tendo como referencia á “imagem da Santa”, finalizando na praia da Ponta das Canas. Segundo ZEFERINO (2005), a trilha é considerada fácil, com risco considerado pequeno, por não haver passagens por locais perigosos, sendo percorrida em 1hora (fig01).



      Com a execução desta proposta pretende-se também estimular a intervenção das comunidades em seu entorno nas abordagens sobre as problemáticas ambientais. Onde as questões relativas à preservação, conservação e defesa do ambiente natural, juntamente com seu patrimônio cultural, recorrendo à crítica sobre a realidade atual de importantes ecossistemas, que formam as trilhas e caminhos ecológicos da Ilha de Santa Catarina. Marcado pela sua constante degradação, e a necessidade de urgentes medidas de preservação e conservação, junto a todas as instituições públicas e privadas responsáveis.
Finalmente, cabe ressaltar que o diferencial deste projeto é disponibilização para toda a comunidade um espaço organizado, monitorado para esporte, lazer e educação ambiental e de preservação e conservação de um pequeno fragmento da Mata Atlântica.

Principais problemas diagnosticados:
                        O fácil acesso ao início da trilha por meio de veículos particulares ou transportes coletivos permite que muitos visitantes cheguem facilmente ao seu início. Também apresenta ligação pelo costão entre as duas praias, apresentando forte aclive, muito próxima ao mar, as águas pluviais constantemente escoam pelas trilhas em grande volume e velocidade causando grande impacto nas mesmas. Esta erosão pluvial costuma causar grande impacto erosivo, induzindo os excursionistas a procurarem caminhos menos escorregadios para sua ascenção. 
O resultado mais comum para esta equação é a formação de longos atalhos impactantes à fauna e flora ao redor da trilha, áreas totalmente desnuda de vegetação nativa. Trechos que estão fora da largura padrão 1,20m de largura e 2,40m de altura), ultrapassando limites de corredores.

                       

O alto grau de depredação por parte dos visitantes também vem a ser um fator de grande contribuição para a degradação da trilha/caminho. Bastante visível pela é a enorme quantidade de tipos diferentes de lixo, no entorno da trilha como: garrafas pets, embalagens, vidros. Também encontramos plantas exóticas invasoras. (Foto: D.R.R. Lima)
 Em todo o percurso foi observado falta de estrutura educativa (placas), latas de lixo na entrada da trilha. Ausência de estrutura de segurança em alguns pontos. Pelo fato de não haver a presença institucional nesta área de preservação, é comum observar que os visitantes desconheçam a existência de uma unidade de conservação no local.



Ações 


·         Diagnóstico das Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina, elencadas no Programa Roteiros do Meio Ambiente;
·     Revitalização de Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina que passaram pelo diagnóstico;
·         Captação de recurso para o processo de revitalização da trilha e caminho trabalhada;
·   Resgate do uso de plantas medicinais pela comunidade dos entorno das trilhas e caminhos;
·         II Curso de Formação de Condutores Ambientais e Culturais;
·         Atividades de Educação Ambiental -   Formação para Educadores da rede de Ensino;
 Vivências com a comunidade local;
·         Seminário sobre Políticas Publicas  - implementação do código Florestal (Lei nº 12651/12);
·         Curso Biologia da Conservação - Prevista para 12 e 13 de Setembro/2015;
·         I Seminário Trilhas e Caminhos uma ferramenta para conservar e preservar a Mata Atlântica;

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Somos gratos!
IEATA

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Faça como a Artista Plástica Nita, apoie o Projeto Trilhas e Caminhos Ecológicos!







Nita Saideles Martins, Artista plástica desde 1980 e possui obras no Brasil e exterior. Suas pinturas são contemporâneas com cores vibrantes e expressa faces como tema principal.



Carinhosamente apoia Nossas Propostas, e cedeu duas de suas Pinturas do acervo de obras, para arrecadação de verbas, através das vendas das Canecas de Cerâmica.






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