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A atitude é nossa.
A consciência é de todos!
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sexta-feira, 10 de março de 2017

Reescrevendo Limpeza de Atitude 2017



Programação Edições do Projeto 
                                                        Limpeza de Atitude 2017


Propostas de Atividade:
·         Abordagens sobre a Saúde dos oceanos;
·         Atividade sobre prevenção ao tabagismo, e atendimento auricular  com Aniela – Mestra em Enfermagem;
·         Entrega de sacolinhas biodegradável e bituqueiras portátil – porta bituca de bolso;
o   Num primeiro momento não vamos realizar a limpeza- coleta em si, devido ao grande número de turistas;
o   Coleta de resíduos na área de restinga;
·         Ações culturais;
·         Organizar uma tenda para atender os turistas e moradores, mostrado o trabalho do IEATA, falando sobre as trilhas e caminhos ecológicos e demais trabalhos desenvolvidos pelo grupo;
·         Colocação de Porta Bituca  nas praias;

A conscientização deve vir de cada um, mas são necessárias ferramentas para isso. O descarte incorreto de bitucas de cigarro proporciona problemas à saúde das pessoas e do ambiente natural. Mas já é possível criar uma série de soluções de destinação final para esse incômodo item. Estamos trabalhando para isso.
Conforme recebemos as doações, construindo novas parcerias, estamos organizando e  produzindo material para trabalhar juntamente com a Educação Ambiental a Preservação e Conservação das nossas praias, oceanos, e a Mata Atlântica.



Existem várias maneira de reutilizar material, dar um novo destino aquele item que não usa mais. De forma criativa estamos lançando nossa parceria com a CEAFESC - Centro de Educação Ambiental AFESC, reutilizando frascos de plásticos, transformando em Porta Bituca de Bolso.

Apoio:

Parceria:






terça-feira, 22 de novembro de 2016

Revitalização Trilha Morro do Rapa






O que há três anos foi sonho, hoje é realidade!
O desenvolvimento de uma ação do Projeto Trilhas e Caminhos Ecológicos, a Revitalização da Trilha Morro do Rapa. Todo esse movimento está sendo possível através da parceria com  "Programa Roteiros do Ambiente - Trilhas e Caminhos na Ilha de Santa Catarina - PRA", e Instituições parceiras.
A trilha liga a Praia Brava à praia da Lagoinha do Norte, seguindo pelas encostas e cumeadas do Morro do Rapa. Com extensão total de 2,8 km e o tempo aproximado de 1 hora e 30 minutos. Historicamente utilizada como acesso para os pesqueiros e ligação entre as duas praias. Atualmente vem sendo acessada também para caminhadas e saltos de parapente.
Foto Mariléia S. Erosão do solo.

É importante salientar que está inserida em área legalmente protegida (ALP). Neste caso, em uma Área de Preservação Permanente – APP. Destaca-se pelas paisagens de capoeirinhas, capoeiras e de costão rochoso, e uma vasta biodiversidade, percorre a linha de cumeada passando por alguns trechos próximos de costões.
Foto Mariléia S. Observação da Fauna, Mauro Costa.
Devido ao mau uso a Trilha vem sofrendo pelos impactos da visitação, sobretudo com os processos relacionados à erosão e falta de drenagens. A cobertura florestal em sua maior parte em estágios iniciais de sucessão vegetal vem permitindo impacto direto das chuvas, levando o curso da Trilha se tornar leito das águas que descem das encostas e assim carreando solo, passando de sulcos para ravinas e destas para voçorocas. Também foi identificada a falta de sinalização, e placas educativas.




Foto Mariléia S. Erosão do solo.
Foto Mariléia S. Devido a erosão dificultava a caminhada.

Todo esse movimento está sendo possível através do Projeto Trilhas e Caminhos Ecológicos em parceria com  "Programa Roteiros do Ambiente - Trilhas e Caminhos na Ilha de Santa Catarina - PRA", e Instituições parceiras.

O PRA visa revitalizar um conjunto significativo de trilhas e caminhos do Município de Florianópolis, através de um processo de mapeamento de trajetos, planejamento e implantação de equipamentos padronizados de interpretação, sinalização e segurança, conciliados ao manejo sistemático da vegetação e do solo.
Equipe técnica do PRA: Adnir, Mariléia, Talita e Mauro.
Todo o trabalho está sendo efetuado pela  equipe do GT - Trilha do Morro do Rapa – PRA: Mariléia Sauer - bióloga, Amarildo - operacional do IEATA, Mauro Costa técnico da FLORAM, Talita Góes - geografa da UC da Ilha, Adnir Ramos - Sociólogo do Imma Brasil. Após ser realizado o diagnóstico e a gestão dos serviços de manejo do leito da Trilha, referente a vegetação e solo. 

Adnir e Mauro dando início nas atividades de revitalização.
Valmir operacional da FLORAM.
Nesta primeira etapa verificou-se os locais que necessitam de roçagem, de degraus com roletes, uso, retirada ou conservação de rochas, de drenagem, visando sua restauração da paisagem e a segurança dos seus usuários. Também foi realizado o levantamento de equipamentos de sinalização e interpretação, harmonizando a paisagem da Trilha aos seus elementos naturais e histórico-culturais, no qual será coordenada a colocação pela equipe.

Talita Góes - Geógrafa
Mariléia Sauer - Bióloga


Restruturação do trecho erodido. Mauro, Adnir e Amarildo. 




























Mais uma conquista para Florianópolis e tod@s as pessoas que aqui passarem. Para tanto contamos com a contribuição da comunidade para lançar um olhar cuidadoso para mais este espaço que está sendo revitalizado para benefício de tod@s. 
Vamos cuidar das nossas Trilhas e Caminhos Ecológicos!
Vamos preservar e conservar nossa Mata Atlântica.


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

OBSERVANDO OS RIOS - Somos Parceiros

Monitoramento do Rio localizado na Cachoeira do Bom Jesus. Florianópolis/SC


O Observando os Rios é um projeto que reúne comunidades e as mobiliza em torno da qualidade da água de rios, córregos e outros corpos d’água das localidades onde elas vivem, desenvolvido pela SOS Mata Atlântica. No qual fazemos parte!
Para o desenvolvimento da proposta recebemos o kit que possibilita a avaliação dos rios a partir de um total de 16 parâmetros, que incluem níveis de oxigênio, fósforo, PH, odor, aspectos visuais, entre outros, e classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação, de acordo com a legislação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos), saiba mais visitando o site: https://www.sosma.org.br/projeto/rede-das-aguas/observando-os-rios/.
Como cita a SOS Mata Atlântica essa metodologia, desenvolvida especialmente para a Fundação por Samuel Murgel Branco e Aristides Almeida Rocha, com a contribuição de muitos especialistas, se vale da percepção e dos kits de análise para aferir o Índice de Qualidade da Água (IQA – baseado na resolução Conama 357).
Nossa equipe faz o monitoramento em dois rios do Norte da Ilha, um localizado na Cachoeira do Bom Jesus, e outro na Lagoinha do Leste, em parceria com a SOS Mata Atlântica.

A Atitude é Nossa.

A consciência é de tod@s!







quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MATA ATLÂNTICA – Um HOTSPOT Mundial

A Mata Atlântica é considerada um dos maiores berços da biodiversidade do planeta, bem como um dos mais importantes e mais ameaçados hostspots do mundo. Foi em 1988 que o ecólogo inglês Normam Meyers, propôs um conceito de áreas críticas – Hotspots. É, portanto, uma área prioritária para a conservação, isto é rica em biodiversidade, na sua maioria endêmica, mas ameaçada no mais alto grau. 
Considerada um Patrimônio Nacional, a Mata Atlântica contribui diariamente de maneira fundamental para a vida de muitos brasileiros. Somos 145 milhões de pessoas que habitam as 3.429 cidades do bioma. Dependem dos serviços por ela prestados, como a regulação do clima, qualidade do ar, geração e abastecimento de água e o fornecimento de recursos para o desenvolvimento do país. Ao passo que usufruímos desses benefícios, também cobramos um preço alto dessa floresta, devastando mais de 90% da sua área original, afirma a Fundação SOS Mata Atlântica.
Conforme cita o Conselho Nacional Reserva da Biosfera Mata Atlântica, este bioma foi reduzida a 0,3% de sua área original na região nordeste do país. Ao sul da Bahia onde possui maiores fragmentos, ainda hoje fortemente ameaçados, a Mata Atlântica sobreviveu principalmente nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, formando um grande corredor ecológico. Graças ao relevo acidentado e à pobreza dos solos das Serras do Mar e da Mantiqueira, uma série de montanhas costeiras com até 2.500 metros de altura, que caracterizam o litoral sul e sudeste do Brasil. Notavelmente 20% de todos os remanescentes florestais se encontram no Vale do Rio Ribeira de Iguape, na fronteira dos estados de São Paulo e Paraná e apenas 200 km de São Paulo, a maior metrópole da América do Sul, com mais de 15 milhões de habitantes.
Vista Caminho do Rei, Florianópolis/SC.
Atualmente encontram-se na região litorânea, no Nordeste, pequenas ilhas remanescentes de mata isoladas. Ao sul e Sudeste manchas mais expressivas cujo principal corredor chega a mais de 2.000 km de extensão. As áreas mais para o interior, situada no planalto brasileiro, estão tão devastadas quanto a região nordestina, restando aí poucos exemplares da mata primitiva. Em Florianópolis, capital de Santa Catarina restam cerca de 12.959 hectares de mata. http://aquitemmata.org.br/#/
A Mata Atlântica apresenta uma enorme variabilidade territorial e topográfica e em conseqüência climática, explicando porque ela é uma floresta com grandes diferenciações biológicas. Assim as formações situadas mais ao Norte, têm segundo alguns especialistas, mais de 50% de suas espécies arbóreas diferenciadas daquelas situadas ao Sul. Incorporando características de mata subtropical com o aparecimento de largas extensões onde predomina a Araucária angustifólia.
Como grandes blocos florísticos da Mata Atlântica podemos mencionar as formações ombrófilas densas do litoral, as florestas estacionais mais para o interior, bem como as diversas adaptações de transição para vegetações de clima mais seco do Brasil central e as matas ombrófilas mistas com araucárias da região Sul. Além disso, convivem com ela diversos ecossistemas associados como por exemplo as especializações florestais litorâneas, manguezais, campos de altitude entre muitas outras pequenas parcelas menos representativas em termos espaciais aponta o Conselho Nacional Reserva da Biosfera Mata Atlântica.
Vista Caminho do Rei. Florianopolis/SC.
Para se ter uma ideia, da riqueza de sua biodiversidade, considerando-se cerca de 7,3% do que restaram de Mata Atlântica, estudos indicam que num único hectare do sul da Bahia, já foram encontradas 454 espécies de árvores e 476 espécies, em amostra de mesmo tamanho na região serrana do Espírito Santo. Portanto a Mata Atlântica é hoje considerada como uma das florestas tropicais mais ameaçadas de extinção,  um dos “hotspots” da biodiversidade mundial e prioritária para sua conservação em nível global.
Sua área original, antes grandiosa, encontra-se restrita a alguns remanescentes já bastante fragmentados. São vestígios do ecossistema original, que embora aparentemente protegidos pela topografia acidentada da serra do Mar, continuam sendo destruídos para reflorestamento de espécies exóticas (pinus e eucalipto), atacados pela extração ilegal de palmitos e sua fauna vem sendo dizimada por caçadores, o que em curto espaço de tempo, pode levar a seu completo desaparecimento. O futuro da mata Atlântica depende da preservação dessas áreas remanescentes, permitindo assim a manutenção da qualidade da vida humana (Instituto Rã-bugio).
Paisagem Trilha de Naufragados. Florianópolis/SC
Proteger o que sobrou e recuperar o que desmatamos é um passo estratégico para que o Brasil cresça de forma sustentável. Nosso modelo de desenvolvimento dá sinais claros de esgotamento, mas aponta também a oportunidade de colocarmos a agenda ambiental no centro das decisões políticas, sociais e econômicas do país. Um processo que requer construção participativa entre sociedade, governo e empresas, organizando uma agenda em comum (Fundação SOS Mata Atlântica).
Precisamos reconhecer efetivamente o quanto dependemos das nossas florestas e assumir esse compromisso coletivo. Há muito a ser feito, como investir em saneamento e combater a poluição dos nossos rios e mar; fortalecer as Unidades de Conservação; recuperar trechos degradados, principalmente as Áreas de Preservação Permanente, e zerar o desmatamento ilegal no bioma reforça  a Fundação SOS Mata Atlântica.
Monitoramento na trilha Ponta da Lage. Florianópolis/SC
O INSTITUTO DE ESTUDOS AMBIENTAIS TRILHEIROS DE ATITUDE - IEATA  foi criado com a missão de contribuir na preservação e conservação da Mata Atlântica através do uso adequado das trilhas e caminhos ecológicos, envolvendo a comunidade do seu entorno, através de um conjunto de ações, do município de Florianópolis/SC.

            Portanto, a IEATA, em parceria com o Programa Roteiros: Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina - PRA, e entidades parceiras, aponta como fundamental a revitalização das Trilhas e Caminhos Ecológicos que estão sendo observadas por seu grupo de Estudos. Com o intuito de utilizar como importante ferramenta de Educação Ambiental, resultando na preservação e conservação das áreas naturais do entorno. 
Texto: Mariléia Sauer
Bióloga - IEATA
Fonte:
___________ Investigando a Biodiversidade: Guia de apoio aos educadores do Brasil. Belo Horinzonte, Brasília: Conservação Internacional, Instituto Supereco, WWf Brasil. Tradução: Débora Agria de Oliveira, Sylvia Oliveira Nocetti

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