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A atitude é nossa.
A consciência é de todos!
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sexta-feira, 10 de março de 2017

Reescrevendo Limpeza de Atitude 2017



Programação Edições do Projeto 
                                                        Limpeza de Atitude 2017


Propostas de Atividade:
·         Abordagens sobre a Saúde dos oceanos;
·         Atividade sobre prevenção ao tabagismo, e atendimento auricular  com Aniela – Mestra em Enfermagem;
·         Entrega de sacolinhas biodegradável e bituqueiras portátil – porta bituca de bolso;
o   Num primeiro momento não vamos realizar a limpeza- coleta em si, devido ao grande número de turistas;
o   Coleta de resíduos na área de restinga;
·         Ações culturais;
·         Organizar uma tenda para atender os turistas e moradores, mostrado o trabalho do IEATA, falando sobre as trilhas e caminhos ecológicos e demais trabalhos desenvolvidos pelo grupo;
·         Colocação de Porta Bituca  nas praias;

A conscientização deve vir de cada um, mas são necessárias ferramentas para isso. O descarte incorreto de bitucas de cigarro proporciona problemas à saúde das pessoas e do ambiente natural. Mas já é possível criar uma série de soluções de destinação final para esse incômodo item. Estamos trabalhando para isso.
Conforme recebemos as doações, construindo novas parcerias, estamos organizando e  produzindo material para trabalhar juntamente com a Educação Ambiental a Preservação e Conservação das nossas praias, oceanos, e a Mata Atlântica.



Existem várias maneira de reutilizar material, dar um novo destino aquele item que não usa mais. De forma criativa estamos lançando nossa parceria com a CEAFESC - Centro de Educação Ambiental AFESC, reutilizando frascos de plásticos, transformando em Porta Bituca de Bolso.

Apoio:

Parceria:






terça-feira, 22 de novembro de 2016

Revitalização Trilha Morro do Rapa






O que há três anos foi sonho, hoje é realidade!
O desenvolvimento de uma ação do Projeto Trilhas e Caminhos Ecológicos, a Revitalização da Trilha Morro do Rapa. Todo esse movimento está sendo possível através da parceria com  "Programa Roteiros do Ambiente - Trilhas e Caminhos na Ilha de Santa Catarina - PRA", e Instituições parceiras.
A trilha liga a Praia Brava à praia da Lagoinha do Norte, seguindo pelas encostas e cumeadas do Morro do Rapa. Com extensão total de 2,8 km e o tempo aproximado de 1 hora e 30 minutos. Historicamente utilizada como acesso para os pesqueiros e ligação entre as duas praias. Atualmente vem sendo acessada também para caminhadas e saltos de parapente.
Foto Mariléia S. Erosão do solo.

É importante salientar que está inserida em área legalmente protegida (ALP). Neste caso, em uma Área de Preservação Permanente – APP. Destaca-se pelas paisagens de capoeirinhas, capoeiras e de costão rochoso, e uma vasta biodiversidade, percorre a linha de cumeada passando por alguns trechos próximos de costões.
Foto Mariléia S. Observação da Fauna, Mauro Costa.
Devido ao mau uso a Trilha vem sofrendo pelos impactos da visitação, sobretudo com os processos relacionados à erosão e falta de drenagens. A cobertura florestal em sua maior parte em estágios iniciais de sucessão vegetal vem permitindo impacto direto das chuvas, levando o curso da Trilha se tornar leito das águas que descem das encostas e assim carreando solo, passando de sulcos para ravinas e destas para voçorocas. Também foi identificada a falta de sinalização, e placas educativas.




Foto Mariléia S. Erosão do solo.
Foto Mariléia S. Devido a erosão dificultava a caminhada.

Todo esse movimento está sendo possível através do Projeto Trilhas e Caminhos Ecológicos em parceria com  "Programa Roteiros do Ambiente - Trilhas e Caminhos na Ilha de Santa Catarina - PRA", e Instituições parceiras.

O PRA visa revitalizar um conjunto significativo de trilhas e caminhos do Município de Florianópolis, através de um processo de mapeamento de trajetos, planejamento e implantação de equipamentos padronizados de interpretação, sinalização e segurança, conciliados ao manejo sistemático da vegetação e do solo.
Equipe técnica do PRA: Adnir, Mariléia, Talita e Mauro.
Todo o trabalho está sendo efetuado pela  equipe do GT - Trilha do Morro do Rapa – PRA: Mariléia Sauer - bióloga, Amarildo - operacional do IEATA, Mauro Costa técnico da FLORAM, Talita Góes - geografa da UC da Ilha, Adnir Ramos - Sociólogo do Imma Brasil. Após ser realizado o diagnóstico e a gestão dos serviços de manejo do leito da Trilha, referente a vegetação e solo. 

Adnir e Mauro dando início nas atividades de revitalização.
Valmir operacional da FLORAM.
Nesta primeira etapa verificou-se os locais que necessitam de roçagem, de degraus com roletes, uso, retirada ou conservação de rochas, de drenagem, visando sua restauração da paisagem e a segurança dos seus usuários. Também foi realizado o levantamento de equipamentos de sinalização e interpretação, harmonizando a paisagem da Trilha aos seus elementos naturais e histórico-culturais, no qual será coordenada a colocação pela equipe.

Talita Góes - Geógrafa
Mariléia Sauer - Bióloga


Restruturação do trecho erodido. Mauro, Adnir e Amarildo. 




























Mais uma conquista para Florianópolis e tod@s as pessoas que aqui passarem. Para tanto contamos com a contribuição da comunidade para lançar um olhar cuidadoso para mais este espaço que está sendo revitalizado para benefício de tod@s. 
Vamos cuidar das nossas Trilhas e Caminhos Ecológicos!
Vamos preservar e conservar nossa Mata Atlântica.


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

OBSERVANDO OS RIOS - Somos Parceiros

Monitoramento do Rio localizado na Cachoeira do Bom Jesus. Florianópolis/SC


O Observando os Rios é um projeto que reúne comunidades e as mobiliza em torno da qualidade da água de rios, córregos e outros corpos d’água das localidades onde elas vivem, desenvolvido pela SOS Mata Atlântica. No qual fazemos parte!
Para o desenvolvimento da proposta recebemos o kit que possibilita a avaliação dos rios a partir de um total de 16 parâmetros, que incluem níveis de oxigênio, fósforo, PH, odor, aspectos visuais, entre outros, e classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação, de acordo com a legislação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos), saiba mais visitando o site: https://www.sosma.org.br/projeto/rede-das-aguas/observando-os-rios/.
Como cita a SOS Mata Atlântica essa metodologia, desenvolvida especialmente para a Fundação por Samuel Murgel Branco e Aristides Almeida Rocha, com a contribuição de muitos especialistas, se vale da percepção e dos kits de análise para aferir o Índice de Qualidade da Água (IQA – baseado na resolução Conama 357).
Nossa equipe faz o monitoramento em dois rios do Norte da Ilha, um localizado na Cachoeira do Bom Jesus, e outro na Lagoinha do Leste, em parceria com a SOS Mata Atlântica.

A Atitude é Nossa.

A consciência é de tod@s!







quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MATA ATLÂNTICA – Um HOTSPOT Mundial

A Mata Atlântica é considerada um dos maiores berços da biodiversidade do planeta, bem como um dos mais importantes e mais ameaçados hostspots do mundo. Foi em 1988 que o ecólogo inglês Normam Meyers, propôs um conceito de áreas críticas – Hotspots. É, portanto, uma área prioritária para a conservação, isto é rica em biodiversidade, na sua maioria endêmica, mas ameaçada no mais alto grau. 
Considerada um Patrimônio Nacional, a Mata Atlântica contribui diariamente de maneira fundamental para a vida de muitos brasileiros. Somos 145 milhões de pessoas que habitam as 3.429 cidades do bioma. Dependem dos serviços por ela prestados, como a regulação do clima, qualidade do ar, geração e abastecimento de água e o fornecimento de recursos para o desenvolvimento do país. Ao passo que usufruímos desses benefícios, também cobramos um preço alto dessa floresta, devastando mais de 90% da sua área original, afirma a Fundação SOS Mata Atlântica.
Conforme cita o Conselho Nacional Reserva da Biosfera Mata Atlântica, este bioma foi reduzida a 0,3% de sua área original na região nordeste do país. Ao sul da Bahia onde possui maiores fragmentos, ainda hoje fortemente ameaçados, a Mata Atlântica sobreviveu principalmente nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, formando um grande corredor ecológico. Graças ao relevo acidentado e à pobreza dos solos das Serras do Mar e da Mantiqueira, uma série de montanhas costeiras com até 2.500 metros de altura, que caracterizam o litoral sul e sudeste do Brasil. Notavelmente 20% de todos os remanescentes florestais se encontram no Vale do Rio Ribeira de Iguape, na fronteira dos estados de São Paulo e Paraná e apenas 200 km de São Paulo, a maior metrópole da América do Sul, com mais de 15 milhões de habitantes.
Vista Caminho do Rei, Florianópolis/SC.
Atualmente encontram-se na região litorânea, no Nordeste, pequenas ilhas remanescentes de mata isoladas. Ao sul e Sudeste manchas mais expressivas cujo principal corredor chega a mais de 2.000 km de extensão. As áreas mais para o interior, situada no planalto brasileiro, estão tão devastadas quanto a região nordestina, restando aí poucos exemplares da mata primitiva. Em Florianópolis, capital de Santa Catarina restam cerca de 12.959 hectares de mata. http://aquitemmata.org.br/#/
A Mata Atlântica apresenta uma enorme variabilidade territorial e topográfica e em conseqüência climática, explicando porque ela é uma floresta com grandes diferenciações biológicas. Assim as formações situadas mais ao Norte, têm segundo alguns especialistas, mais de 50% de suas espécies arbóreas diferenciadas daquelas situadas ao Sul. Incorporando características de mata subtropical com o aparecimento de largas extensões onde predomina a Araucária angustifólia.
Como grandes blocos florísticos da Mata Atlântica podemos mencionar as formações ombrófilas densas do litoral, as florestas estacionais mais para o interior, bem como as diversas adaptações de transição para vegetações de clima mais seco do Brasil central e as matas ombrófilas mistas com araucárias da região Sul. Além disso, convivem com ela diversos ecossistemas associados como por exemplo as especializações florestais litorâneas, manguezais, campos de altitude entre muitas outras pequenas parcelas menos representativas em termos espaciais aponta o Conselho Nacional Reserva da Biosfera Mata Atlântica.
Vista Caminho do Rei. Florianopolis/SC.
Para se ter uma ideia, da riqueza de sua biodiversidade, considerando-se cerca de 7,3% do que restaram de Mata Atlântica, estudos indicam que num único hectare do sul da Bahia, já foram encontradas 454 espécies de árvores e 476 espécies, em amostra de mesmo tamanho na região serrana do Espírito Santo. Portanto a Mata Atlântica é hoje considerada como uma das florestas tropicais mais ameaçadas de extinção,  um dos “hotspots” da biodiversidade mundial e prioritária para sua conservação em nível global.
Sua área original, antes grandiosa, encontra-se restrita a alguns remanescentes já bastante fragmentados. São vestígios do ecossistema original, que embora aparentemente protegidos pela topografia acidentada da serra do Mar, continuam sendo destruídos para reflorestamento de espécies exóticas (pinus e eucalipto), atacados pela extração ilegal de palmitos e sua fauna vem sendo dizimada por caçadores, o que em curto espaço de tempo, pode levar a seu completo desaparecimento. O futuro da mata Atlântica depende da preservação dessas áreas remanescentes, permitindo assim a manutenção da qualidade da vida humana (Instituto Rã-bugio).
Paisagem Trilha de Naufragados. Florianópolis/SC
Proteger o que sobrou e recuperar o que desmatamos é um passo estratégico para que o Brasil cresça de forma sustentável. Nosso modelo de desenvolvimento dá sinais claros de esgotamento, mas aponta também a oportunidade de colocarmos a agenda ambiental no centro das decisões políticas, sociais e econômicas do país. Um processo que requer construção participativa entre sociedade, governo e empresas, organizando uma agenda em comum (Fundação SOS Mata Atlântica).
Precisamos reconhecer efetivamente o quanto dependemos das nossas florestas e assumir esse compromisso coletivo. Há muito a ser feito, como investir em saneamento e combater a poluição dos nossos rios e mar; fortalecer as Unidades de Conservação; recuperar trechos degradados, principalmente as Áreas de Preservação Permanente, e zerar o desmatamento ilegal no bioma reforça  a Fundação SOS Mata Atlântica.
Monitoramento na trilha Ponta da Lage. Florianópolis/SC
O INSTITUTO DE ESTUDOS AMBIENTAIS TRILHEIROS DE ATITUDE - IEATA  foi criado com a missão de contribuir na preservação e conservação da Mata Atlântica através do uso adequado das trilhas e caminhos ecológicos, envolvendo a comunidade do seu entorno, através de um conjunto de ações, do município de Florianópolis/SC.

            Portanto, a IEATA, em parceria com o Programa Roteiros: Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina - PRA, e entidades parceiras, aponta como fundamental a revitalização das Trilhas e Caminhos Ecológicos que estão sendo observadas por seu grupo de Estudos. Com o intuito de utilizar como importante ferramenta de Educação Ambiental, resultando na preservação e conservação das áreas naturais do entorno. 
Texto: Mariléia Sauer
Bióloga - IEATA
Fonte:
___________ Investigando a Biodiversidade: Guia de apoio aos educadores do Brasil. Belo Horinzonte, Brasília: Conservação Internacional, Instituto Supereco, WWf Brasil. Tradução: Débora Agria de Oliveira, Sylvia Oliveira Nocetti

Sites Consultados:

terça-feira, 2 de junho de 2015

Projeto Trilhas e Caminhos Ecólogicos!

Contamos com sua contribuição!

Missão: Contribuir na preservação e conservação da Mata Atlântica através do uso adequado das trilhas e caminhos ecológicos, envolvendo a comunidade do entorno do município de Florianópolis/SC, através de um conjunto de ações.

Trilha/Caminho Ponta da Lage. Foto: D.R.R. Lima.

Objetivo Geral:
Propor a revitalização das Trilhas e Caminhos Ecológicos, como estratégia de conservação e preservação do trecho de Mata Atlântica, que compõe a paisagem da trilha/caminho, garantindo o uso recreativo, e desenvolvimento socioeconômico do entorno.

Objetivos:

  • Diagnóstico das Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina, elencadas no Programa Roteiros do Meio Ambiente, inicialmente do Norte da Ilha;
  • Produção do projeto de Revitalização de Trilhas e Caminhos, que passarem por diagnóstico;
  • Promover a preservar e conservar o fragmento de Mata Atlântica através do uso adequado de trilhas e caminhos ecológicos;
  • Identificação, recuperação e monitoramento de áreas degradadas do entorno das trilhas e caminhos trabalhados;
  • Mapeamento de fontes hídricas;
  • Resgate cultural;
  • Resgate do uso de plantas medicinais pela comunidade dos entorno das trilhas e caminhos
  • Levantamento de fauna e flora, com a implementação de banco de dados;
  • Encaminhar o tombamento da trilha/caminho Ponta da Lage; 
      


1 -  Etapa 

 REVITALIZAÇÃO DA TRILHA/CAMINHO  PONTA DA LAGE (Praia Ponta das Canas a Praia da Lagoinha, Norte da Ilha)



JUSTIFICATIVA
                        Florianópolis é uma capital envolvida pela Mata Atlântica, cortadas por trilhas e caminhos ecológicos, banhada por belas praias. E segundo Zeferino (2005), trilhas e caminhos fazem parte da nossa história e do nosso mundo de relações. Muitos desses traçados, mais tarde, viraram estradas e alguns se esvaíram no esquecimento da nova gente que se assentou nos diferentes lugares. Aponta que trilhas e caminhos poderá ser a mesma coisa. No entanto, as trilhas são mais intuitivas, mais rudes e ao mesmo tempo mais próximas da paisagem original, são como rasgos, firmados com a presa do vento. Já os caminhos trazem a experiência do tempo, carregam o conjunto dos valores emotivos e materiais de determinada comunidade. Tanto trilhas e caminhos fazem a nova opção de vida, de velhas e novas gerações, num processo crescente e incessante do experimentar a vida na sua qualificação mais nobre e natural.
                        Para Zeferino (2005), as trilhas e caminhos reúnem em seus traçados trechos de diferentes ecossistemas, como morros, costões, planícies costeiras arenosas, dunas, restingas, manguezais, baías, enseadas, lagoas, córregos e vegetação típica da Mata Atlântica, incluindo o mar. sua composição floristica e fauna.
                        Lembrando que percorrer uma trilha ou caminho ecológico na Ilha de Santa Catarina é navegar um fragmento da Mata Atlântica composta por uma imensa biodiversidade da fauna e flora, diferentes formas de relevo, paisagens, características climáticas diversas e a multiplicidade cultural da população configuram essa imensa faixa territorial do Brasil que interagem entre si. Tendo início no Rio Grande do Sul até o Piauí, ao todo, são 1.300.000 km², ou cerca de 15% do território nacional, englobando 17 estados brasileiros, atingindo até o Paraguai e a Argentina. Classificada como um conjunto de fisionomias e formações florestais, a Mata Atlântica se distribui em faixas litorâneas, florestas de baixada, matas interioranas e campos de altitude. Somado à magnitude destes números, outro dado modifica a percepção sobre a imensidão desse bioma: cerca de 93% da sua formação original já foi e continua sendo devastada. O qual na execução do Projeto Trilhas o grupo confere na integra, nas diferentes formas acima citado.
            Portanto, a IEATA, aponta como fundamental a revitalização das Trilhas e Caminhos Ecológicos que estão sendo observadas por seu grupo de Estudos. Com o intuito de utilizar como uma importante ferramenta de Educação ambiental, resultando na preservação e conservação das áreas naturais do entorno. Propõe-se iniciar pela revitalização da Trilha/Caminho da Ponta da Laje. Com extensão de 2.450 metros, com inicio na praia da Lagoinha, tendo como referencia á “imagem da Santa”, finalizando na praia da Ponta das Canas. Segundo ZEFERINO (2005), a trilha é considerada fácil, com risco considerado pequeno, por não haver passagens por locais perigosos, sendo percorrida em 1hora (fig01).



      Com a execução desta proposta pretende-se também estimular a intervenção das comunidades em seu entorno nas abordagens sobre as problemáticas ambientais. Onde as questões relativas à preservação, conservação e defesa do ambiente natural, juntamente com seu patrimônio cultural, recorrendo à crítica sobre a realidade atual de importantes ecossistemas, que formam as trilhas e caminhos ecológicos da Ilha de Santa Catarina. Marcado pela sua constante degradação, e a necessidade de urgentes medidas de preservação e conservação, junto a todas as instituições públicas e privadas responsáveis.
Finalmente, cabe ressaltar que o diferencial deste projeto é disponibilização para toda a comunidade um espaço organizado, monitorado para esporte, lazer e educação ambiental e de preservação e conservação de um pequeno fragmento da Mata Atlântica.

Principais problemas diagnosticados:
                        O fácil acesso ao início da trilha por meio de veículos particulares ou transportes coletivos permite que muitos visitantes cheguem facilmente ao seu início. Também apresenta ligação pelo costão entre as duas praias, apresentando forte aclive, muito próxima ao mar, as águas pluviais constantemente escoam pelas trilhas em grande volume e velocidade causando grande impacto nas mesmas. Esta erosão pluvial costuma causar grande impacto erosivo, induzindo os excursionistas a procurarem caminhos menos escorregadios para sua ascenção. 
O resultado mais comum para esta equação é a formação de longos atalhos impactantes à fauna e flora ao redor da trilha, áreas totalmente desnuda de vegetação nativa. Trechos que estão fora da largura padrão 1,20m de largura e 2,40m de altura), ultrapassando limites de corredores.

                       

O alto grau de depredação por parte dos visitantes também vem a ser um fator de grande contribuição para a degradação da trilha/caminho. Bastante visível pela é a enorme quantidade de tipos diferentes de lixo, no entorno da trilha como: garrafas pets, embalagens, vidros. Também encontramos plantas exóticas invasoras. (Foto: D.R.R. Lima)
 Em todo o percurso foi observado falta de estrutura educativa (placas), latas de lixo na entrada da trilha. Ausência de estrutura de segurança em alguns pontos. Pelo fato de não haver a presença institucional nesta área de preservação, é comum observar que os visitantes desconheçam a existência de uma unidade de conservação no local.



Ações 


·         Diagnóstico das Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina, elencadas no Programa Roteiros do Meio Ambiente;
·     Revitalização de Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina que passaram pelo diagnóstico;
·         Captação de recurso para o processo de revitalização da trilha e caminho trabalhada;
·   Resgate do uso de plantas medicinais pela comunidade dos entorno das trilhas e caminhos;
·         II Curso de Formação de Condutores Ambientais e Culturais;
·         Atividades de Educação Ambiental -   Formação para Educadores da rede de Ensino;
 Vivências com a comunidade local;
·         Seminário sobre Políticas Publicas  - implementação do código Florestal (Lei nº 12651/12);
·         Curso Biologia da Conservação - Prevista para 12 e 13 de Setembro/2015;
·         I Seminário Trilhas e Caminhos uma ferramenta para conservar e preservar a Mata Atlântica;

Faça parte desta História!

Precisamos de sua contribuição!

  • Email: trilheirosdeatitude@gmail.com;
  • Inbox pelo facebook;



Somos gratos!
IEATA

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Situação das Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina

Também faz parte da MINHA CASA. Porque não ter o CUIDADO?

            O PLANETA TERRA é minha casa, é o meu endereço, como posso viver bem numa casa mal arrumada, mal cheirosa, poluída e doente, essa é uma citação de Moacir Gadotti com a qual o Grupo de Estudo Trilheiros de Atitude quer chamar a atenção da situação das Trilhas e Caminhos Ecológicos da Ilha Santa Catarina, que popularmente a chamamos de Ilha da Magia.
            O grupo de Estudo Trilheiros de Atitude, coordenado pela Bióloga Mariléia Sauer, pertencentes à IEATA, vem percorrendo as trilhas e caminhos ecológicos mais visitados na Ilha de Santa Catarina, tais como: a Trilha do Saquinho, a Trilha da Costa da Lagoa no centro oeste, a Trilha da Lagoinha do Leste, Caminho da Cachoeira do Bom Jesus a Praia Brava, bem como a Trilha e Caminho de Naufragados que o grupo vem monitorando desde novembro de 2010, com o intuito realizar um levantamento da sua situação, monitorar e criar espaços de debate que contribuam  na preservação e conservação ambiental.
            Lamentamos informar que nossa Casa está assim mal arrumada, mal cheirosa, poluída e doente e ficamos mais preocupados com o contingente de turistas a cada dia chegando, contribuindo ainda mais com este cenário de degradação ambiental. Em todas as trilhas  e caminhos ecológicos visitados a situação é igual à trilha de Naufragados, que ao final de quatro visitas (do mês de janeiro a agosto de 2010), concluímos que não foi estruturada de forma técnica, e continua atualmente inadequada. Um dos principais indícios da degradação é a erosão do solo, em todo seu percurso observamos muitas voçorocas, devido à lixiviação do solo pelas águas das chuvas, deixando até mesmos as raízes das árvores de grande porte desnudas, solo compactado. Observamos muitos espaços ocupados por campistas que não recolheram seu lixo, trechos com processo de queimada. Outro dado importante observado foi a dispersão de várias espécies de plantas exóticas invasoras, e também a existência de desmatamento irregular da mata.
            Lembrando que algumas destas trilhas estão inseridas em unidades de Conservação, no entanto a falta de um plano efetivo de uso público como a implementação de um sistema de seguimento do manejo turístico-ambiental pode contribuir para que alterações ambientais cheguem a níveis não aceitáveis, inviabilizando o potencial de visitação e aproveitamento recreativo, da realização de atividades educação ambiental interdisciplinar. Sendo importante salientar que nossas Instituições públicas também estão degradadas, pela falta de profissionais, verbas que possibilitem a realização de um trabalho consistente, organizado e contínuo.
Inicialmente queremos chamar atenção para quantidade de lixo que encontramos, o qual é grande tais como: garrafas pets, tocos de cigarros, variados tipos de plásticos, roupas, calçados, material de construções, restos de demolição, vidros. Isto em todo o percurso. Você que é morador consegue ficar sem sentir-se incomodados pelo lixo deixado em nossas matas, por aquelas pessoas que dizem trazer recursos? Quando alguém chega a sua casa, onde reside com sua família permite jogar toco de cigarro, saquinhos, pacotinhos de biscoitos, garrafas, chicletes pelo chão?
      Pois bem nós do grupo de Estudo Trilheiros de Atitude convidamos todos e todas as pessoas que como nós ficamos indignados com a falta de ética dos seres humanos que ainda não perceberam estar degradando nossa Casa, a formar uma corrente do bem. Isto através de um ato simples: levar seu lixinho para um local adequado. Não deixar a fogueira acessa no meio da mata, e não permitir também seu o desmatamento.
                         Poderíamos escreve mil linhas, mas deixaremos as imagens que coletamos nestes ambientes naturais falar por si só! Gostaria de ver sua Casa Assim?


Trilha/caminho de Naufragados:























Fig. 01: Primeira foto mostra a situação do solo, seguida de foto mostrando lixos exposto. Logo abaixo o corte da vegetação na foto central.

Trilha Praia da Daniela a Praia do Forte 


Trilha da Lagoinha do Leste:








            A situação é sempre a mesma, na maioria das trilhas e caminhos ecológicos da Ilha Santa Catarina. Diagnosticamos erosão do solo, plantas exóticas invasoras e muito lixo espalhado. Para tanto,  IEATA estará lançando o Projeto conhecer para Preservar e Conservar! Aguarde!