slogan


A atitude é nossa.
A consciência é de todos!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Limpeza de Atitude


Objetivo


As Ações Voluntárias de mutirão dos ecossistemas costeiro é uma forma de mobilizar toda a comunidade e do governo para o grave quadro de poluição por resíduos sólidos em nossas praias. Ao mesmo tempo retira o máximo possível de resíduos destes  ambientes, em especial do micro-lixo. Ou seja, coleta dos “lixinhos” que a maioria das pessoas acha que não vai fazer diferença, como papéis de bala, tampas de garrafas, canudos, palitos de picolé e pirulito, goma de mascar, bitucas de cigarro, embalagens plásticas e de cigarro, anéis de latinha, cacos de vidro. Tudo o que se encontra na rua, nos gramados, entopem bueiros gerando enchentes e morte da fauna aquática.
             Tornando-se uma ferramenta de pesquisa e educação ambiental, por meio da sensibilização e do trabalho em equipe.  A partir da 3º edição, ao finalizar o mutirão cada voluntário receberam certificados de participação.

Registro do 3º mutirão de limpeza na Praia da Ponta das Canas



 Nossa programação


Edição Praia Brava:  20 de novembro, domingo às 14h.
Ponto de Ponto de encontro: Costão norte;
Edição Lagoa: 11  de dezembro, domingo, ás 14h.
Ponto de encontro: a definir
2017
Edição Lagoinha: 28 de janeiro de 2017, ás 14h.
         Ponto de encontro: a definir

Edição Ponta das Canas: a definir

Edição Daniela: devido a mobilidade no período da temporada vamos definir nova data

          Ponto de encontro: a definir

Quem pode participar

Qualquer pessoa pode participar das ações voluntárias. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de um adulto responsável. Caso tenha interesse em participar cadastre seu Email e saiba tudo sobre as próximas ações voluntárias e eventos. 
Você pode formar um grupo de amigos da sua escola, universidade, associação ou empresa. Obtenha informações e confirme sua presença em nossa página no Facebook.

Palestras e Eventos

O Instituto Estudos Trilheiros de Atitude também realiza palestras sobre a poluição dos oceanos em escolas, empresas e eventos. Para mais informações entre em contato conosco por Email.


CONTAMOS COM A PARTICIPAÇÃO DE TOD@S!

SOMOS GRATOS! 

Comissão Organizadora



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ÓLEOS COM ERVAS MACERADAS


O que são e como fazer


Óleos macerados são óleos que oferecem benefícios através de princípios ativos de uma planta ou flor, que são extraídos para o óleo, o que vai facilitar a sua utilização.

Os óleos macerados podem ser feitos com qualquer planta mas é essencial que seja feito com óleo vegetal.  
Lavanda, mentha piperita (hortelã), calêndula, alecrim, são só algumas das opções que podemos utilizar.

Mas uma coisa é preciso que fique bem clara:

Óleo macerado não é óleo essencial!   


 A diferença é que o óleo essencial  é uma mistura de substâncias voláteis (evapora facilmente) extraídas diretamente de folhas, raízes, pétalas, caule, cascas de plantas através de diversos processos de destilação (principalmente à vapor) e são extremamente concentrados. O óleo macerado é feito a partir da infusão de ervas e /ou flores em um óleo vegetal (também conhecido como carreador) e podem ser facilmente produzidos em casa. Os óleos vegetais utilizados na infusão, são gorduras extraídas principalmente das sementes de plantas e frutas, possui consistência mais espessa que os óleos essenciais, não são voláteis e contam com alto poder de hidratação e nutrição.

Muitas ervas são adequadas para infusão, tanto aquelas com níveis elevados de óleos voláteis, quanto aquelas com componentes solúveis em gordura. Ervas como alecrim, lavanda, hortelã-pimenta, tanchagem, calêndula e erva baleeira são excelentes para fazer óleos macerados, pois são muito utilizadas como terapias alternativas.



 Como fazer esses óleos:

A ideia é de que a planta seja imersa em um óleo carreador de boa qualidade, tais como óleo de amêndoa, óleo de girassol, de jojoba, azeite, entre outros. Em seguida, a mistura deve ser deixada para aquecer naturalmente ao sol durante um período de 4 a 8 semanas ou, se preferir, pode aquecê-la em banho-maria por cerca de 2 horas. Este processo faz com que o óleo absorva as propriedades das plantas. Após este processo, deve-se filtrar o óleo para retirar os resíduos das plantas.  
Estes óleos macerados podem ser utilizados em massagens, banhos e para fazer formulações para a pele: bálsamos, pomadas, cremes, tratamentos para os cabelos, sabonetes etc. O uso de ervas secas garante maior vida útil ao óleo macerado.
O uso de ervas frescas podem introduzir a umidade ao óleo, o que diminui sua vida útil. Portanto, se optar pelo uso de ervas frescas, certifique-se de que elas não estejam molhadas antes de acrescentá-las ao óleo.    

É importante salientar que é preferível o uso de vidros âmbar ou verde escuro, para manter uma maior integridade da planta.
Existem 3 receitas básicas de produzir um óleo macerado : método de infusão a frio, método de infusão ao sol e método de infusão a quente . O método que vimos acima é a infusão a quente.


 Texto: Letícia Cunha
 Cosmetóloga e educadora-IEATA


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Você já ouviu falar na Erva baleeira?

Um poderoso Anti-Inflamatório natural



Nativa da Mata Atlântica brasileira, a Erva Baleeira é encontrada em quase todo o litoral, porém é mais comum no litoral-sul de São Paulo – região de Iguape – e no litoral de Santa Catarina. A Cordia verbenácea é uma planta comumente encontrada em trilhas e caminhos ecológicos do sul do Brasil. A ação dessa planta no nosso organismo, é a mesma ação causada pelos anti-inflamatórios e analgésicos quimicamente produzidos e comercializados por farmácias convencionais. Sua eficácia é comprovada nos tratamentos de reumatismo, úlceras, gastrites, artrite, dores musculares e nevralgias, contusões e em todo tipo de inflamações (possui uma ação anti-inflamatória muito potente), anti-séptica e cicatrizante.
A utilização dessa erva se dá tanto na forma interna quanto na externa, isto é, é utilizada como chá, tintura ou macerada em álcool.    

O uso da Erva Baleeira remete aos índios originais da Mata Atlântica e foi incorporado pelos colonizadores que chegaram na região litorânea do Brasil.  A sua utilização remete aos índios originais da Mata Atlântica e foi incorporado pelos colonizadores que chegaram na região litorânea do Brasil.
O nome popular “erva-baleeira” é proveniente da época em que a caça das baleias era permitida, e então era muito usada pelos pescadores no litoral das regiões Sul e Sudeste para cicatrização de ferimentos e alívio de contusões. Foram essas raízes culturais e o conhecimento tradicional desses brasileiros que trouxeram para o presente o uso de preparos caseiros como pomadas e compressas com as folhas da Cordia para tratamento de males diversos.



CURIOSIDADES...                                   
* O laboratório Ache  patenteou  a cordia verbenácea após anos de pesquisas.
* É usada como a base principal do anti-inflamatório Acheflan.
* O creme teve liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que classificou o produto na classe dos fitomedicamentos, que são fármacos que têm em sua composição apenas substâncias ativas extraídas de plantas, sem a mistura de princípios ativos sintéticos
* É um arbusto que atinge cerca de 2 metros, apresenta folhas compridas (com até 12 cm de comprimento), ásperas, com odor forte e persistente. As inflorescências surgem nas extremidades dos ramos, em forma de espigas curvadas para baixo, com flores brancas e miúdas. Os frutos, quando maduros, são vermelhos e medem aproximadamente 0,4 cm.
* Suas folhas possuem um forte aroma, que, muitas vezes é comparado ao caldo Knorr.




 Texto: Letícia Cunha
 Cosmetóloga e educadora-IEATA

Fonte:
ARAÚJO AA. Medicina rústica. 3ª ed. São Paulo: Brasiliense; 1997.
BECKER B. Wild plants for human nutrition in the Sahelian zone. Journal of Arid Environments. 1986;11(1):61–64.

LORENZI H, Souza HM, Torres MA, Bacher VLB 2003: p. 384). Árvores exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. Nova Odessa, Plantarum. 2003:p. 384.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

“Protocolo de Monitoramento de Fauna Selvagem Atropelada e Sistema Urubu”

FLORIANÓPOLIS TAMBÉM TERÁ CURSO CBEE!!!




É com grande prazer que estamos divulgação da nova edição do Curso Monitoramento de Fauna Atropelada + Sistema Urubu que será realizado no dia 29 de setembro/2016, em Florianópolis/SC.

PROMOÇÃO: CBEE/UFLA e IEATA/SC

APOIADORES: BIOHS Consultoria Ambiental, Parador da Cachoeira Hotel, Escola Sul Cut e Hotel Canto da Ilha.

DATAS: 29 de setembro 2016 (Quinta-feira)

LOCAL: Hotel Canto da Ilha (Centro de eventos) – Florianópolis/SC (www.cantodailha.com.br).  Av. Luiz Boiteux Piazza, 4810, Ponta das Canas - Cep 88056-680 - Florianópolis, SC - Brasil.

INVESTIMENTO: R$ 60,00*

*Inclui: Curso com 5h de duração; 
Certificado CBEE/UFLA; 
Coffe Break;
Material de educação ambiental.

Procedimento de inscrição:

1)Preencher a ficha de cadastro no link: http://goo.gl/forms/2Ea2EjZkaa ou nas redes sociais do CBEE.

Depositar o valor da taxa de inscrição de R$ 60,00 na conta:
Nome: IEATA - Instituto de Estudos Ambientais Trilheiros de Atitude 
BANCO CAIXA
AGÊNCIA: 1877
CONTA CORRENTE: 112826-8
DIGITO: 013 (Poupança)

2) Após realizar o depósito, enviar a cópia do comprovante de pagamento e o nome do inscrito para os e-mails: abager@ecoestradas.org / trilheirosdeatitude@gmail.com


Demais informações: 

PÚBLICO ALVO: Foi elaborado para capacitar grupos de pesquisa, agências governamentais, empresas, ongs, e demais interessados em adotar um protocolo unificado de coleta de dados em todo território brasileiro.

MINISTRANTE: Prof. Dr. Alex Bager 

PROGRAMAÇÃO E CONTEÚDOS:

Quinta-feira -tarde:
  • Conceitos e erros amostrais inerentes de monitoramento de fauna atropelada;
  • Monitoramento eventual x sistemático;
  • Taxas de atropelamento x número de animais atropelados;
  • Delineamento amostral;
  • Coleta de dados de carro e a pé;
  • Sistema Urubu;
  • Banco de Dados Brasileiro de Atropelamento de Fauna Selvagem (BAFS);
  • Organização de dados e encaminhamento para o CBEE;


INFORMAÇÕES/ CONTATOS

Prof. Dr. Alex Bager - abager@ecoestradas.org 
Bióloga Mariléia Sauer - trilheirosdeatitude@gmail.com

Portal CBEE - http://cbee.ufla.br
SISTEMA URUBU - http:\\www.sistemaurubu.com.br


A Atitude é Nossa,
A Consciência é de todos!


Somos Gratos

terça-feira, 27 de setembro de 2016

PROJETO TRILHAS e CAMINHOS ECOLÓGICOS

Criado com a missão de contribuir na preservação e conservação da Mata Atlântica através do uso adequado das trilhas e caminhos ecológicos, envolvendo a comunidade do seu entorno, através de um conjunto de ações, do município de Florianópolis/SC.
Somos parceiros do Programa Roteiros: Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina – FLORAM e entidade parceiras. O qual pretende revitalizar 34 trilhas e caminhos do Município com a implantação de equipamentos de segurança, sinalização e interpretação ambiental padronizadas, junto com o manejo sistemático da vegetação do solo, contribuindo com a conservação ambiental e qualidade de vida dos usuários.

Atualmente estamos trabalhando:

  •  Caminho do Rei: Captação de Recurso para efetuar a revitalização do caminho – início Cachoeira do Bom Jesus à Praia Brava;









  •  Elaboração do projeto Executivo da revitalização trilha/caminho Ponta da Laje - Praia da Ponta das Canas à Lagoinha;

  • Elaboração da Vistoria da Trilha do Morro do Rapa - Início na Praia Brava a Lagoinha;

  • Elaboração do diagnóstico da Trilha da Feiticeira - Praia Brava a Praia das Gaivotas/Ingleses;


Saída de reconhecimento IEATA
Saída Técnica com a Comunidade, IEATA, PRA


  •     Reunião com a Comunidade Local, IEATA, PRA e Instituições parceiras;





Representante da Comunidade, IEATA, Representantes das  Associações da Comunidade, PRA/FLORAM; 



Nossos Apoiadores:










Equipe IEATA

Presidente do Conselho Deliberativo: Daniel Rodrigues
Diretor Administrativo e Financeiro: Cristiano José Krammer dos Santos
Diretor Operacional: Janilson Euriques
Diretora Executiva: Mariléia Sauer – Bióloga/ Educadora Ambiental

Equipe de Colaboradores Voluntári@s

Vera Gasparetto: Jornalista e Educadora
Letícia Cunha: Cosmetóloga/ Licenciatura Português/Inglês
Clara Nascimento Wanderley: Acadêmica de Geografia UDESC
Marcelo Ferrari: Profº de Jiu Jitsu
Lilian Cantareli: Administração/Fotógrafa
Rodrigo Lúcio Ferreira: Design de Produto e Design Gráfico
Josy Gunther: Acadêmica de Pedagogia/Apoio Pedagógica
Bruna Wanderley: Estudante


A Atitude é Nossa.
A consciência é de tod@s!


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Beleza e natureza

Você já parou para pensar que a natureza nos fornece beleza?



        
           Não digo somente a beleza da natureza, mas sim a beleza aliada a estética também. Então por que não tornar-se “eco esteticamente correta”?
Nós temos diversas opções naturais ao nosso dispor as quais podemos substituir pelos cosméticos industrializados.
 A pele é o maior órgão do corpo humano, e tudo o que passamos nela vai para a nossa corrente sanguínea. Os produtos cosméticos estão repletos de componentes tóxicos que trazem em sua composição substâncias sintéticas que, usadas a longo prazo, podem trazer malefícios para nossa saúde, e também, acredite, para o meio ambiente. Vou dar um exemplo: Sabem aquelas “microesferas” presentes nos esfoliantes, sabonetes e cremes dentais? Então, essas microesferas ou microbeads (micro plásticos), são partículas pequenas de plásticos, menores que dois milímetros. A composição dessas microesferas incluem polietileno ou seus derivados, ou seja, tudo é plástico!

Quando lançamos essas pequenas partículas na água corrente, saiba que elas não se decompõem. A maioria dos tratamentos de água residenciais não removem essas microesferas, e elas são descarregadas nos cursos de água, então, acabam sendo consumidas por peixes e outros organismos marinhos, e isso é tóxico! Infelizmente o final desse percurso muitas vezes é no nosso prato, já que nos alimentamos de frutos do mar.

Você, já sabendo que é possível fazer essa substituição de cosméticos e ainda por cima obter ótimos resultados em sua pele também não ousaria experimentar? É cuidar de si cuidando do meio ambiente.



Texto: Letícia Cunha
Cosmetóloga e educadora-IEATA


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MATA ATLÂNTICA – Um HOTSPOT Mundial

A Mata Atlântica é considerada um dos maiores berços da biodiversidade do planeta, bem como um dos mais importantes e mais ameaçados hostspots do mundo. Foi em 1988 que o ecólogo inglês Normam Meyers, propôs um conceito de áreas críticas – Hotspots. É, portanto, uma área prioritária para a conservação, isto é rica em biodiversidade, na sua maioria endêmica, mas ameaçada no mais alto grau. 
Considerada um Patrimônio Nacional, a Mata Atlântica contribui diariamente de maneira fundamental para a vida de muitos brasileiros. Somos 145 milhões de pessoas que habitam as 3.429 cidades do bioma. Dependem dos serviços por ela prestados, como a regulação do clima, qualidade do ar, geração e abastecimento de água e o fornecimento de recursos para o desenvolvimento do país. Ao passo que usufruímos desses benefícios, também cobramos um preço alto dessa floresta, devastando mais de 90% da sua área original, afirma a Fundação SOS Mata Atlântica.
Conforme cita o Conselho Nacional Reserva da Biosfera Mata Atlântica, este bioma foi reduzida a 0,3% de sua área original na região nordeste do país. Ao sul da Bahia onde possui maiores fragmentos, ainda hoje fortemente ameaçados, a Mata Atlântica sobreviveu principalmente nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, formando um grande corredor ecológico. Graças ao relevo acidentado e à pobreza dos solos das Serras do Mar e da Mantiqueira, uma série de montanhas costeiras com até 2.500 metros de altura, que caracterizam o litoral sul e sudeste do Brasil. Notavelmente 20% de todos os remanescentes florestais se encontram no Vale do Rio Ribeira de Iguape, na fronteira dos estados de São Paulo e Paraná e apenas 200 km de São Paulo, a maior metrópole da América do Sul, com mais de 15 milhões de habitantes.
Vista Caminho do Rei, Florianópolis/SC.
Atualmente encontram-se na região litorânea, no Nordeste, pequenas ilhas remanescentes de mata isoladas. Ao sul e Sudeste manchas mais expressivas cujo principal corredor chega a mais de 2.000 km de extensão. As áreas mais para o interior, situada no planalto brasileiro, estão tão devastadas quanto a região nordestina, restando aí poucos exemplares da mata primitiva. Em Florianópolis, capital de Santa Catarina restam cerca de 12.959 hectares de mata. http://aquitemmata.org.br/#/
A Mata Atlântica apresenta uma enorme variabilidade territorial e topográfica e em conseqüência climática, explicando porque ela é uma floresta com grandes diferenciações biológicas. Assim as formações situadas mais ao Norte, têm segundo alguns especialistas, mais de 50% de suas espécies arbóreas diferenciadas daquelas situadas ao Sul. Incorporando características de mata subtropical com o aparecimento de largas extensões onde predomina a Araucária angustifólia.
Como grandes blocos florísticos da Mata Atlântica podemos mencionar as formações ombrófilas densas do litoral, as florestas estacionais mais para o interior, bem como as diversas adaptações de transição para vegetações de clima mais seco do Brasil central e as matas ombrófilas mistas com araucárias da região Sul. Além disso, convivem com ela diversos ecossistemas associados como por exemplo as especializações florestais litorâneas, manguezais, campos de altitude entre muitas outras pequenas parcelas menos representativas em termos espaciais aponta o Conselho Nacional Reserva da Biosfera Mata Atlântica.
Vista Caminho do Rei. Florianopolis/SC.
Para se ter uma ideia, da riqueza de sua biodiversidade, considerando-se cerca de 7,3% do que restaram de Mata Atlântica, estudos indicam que num único hectare do sul da Bahia, já foram encontradas 454 espécies de árvores e 476 espécies, em amostra de mesmo tamanho na região serrana do Espírito Santo. Portanto a Mata Atlântica é hoje considerada como uma das florestas tropicais mais ameaçadas de extinção,  um dos “hotspots” da biodiversidade mundial e prioritária para sua conservação em nível global.
Sua área original, antes grandiosa, encontra-se restrita a alguns remanescentes já bastante fragmentados. São vestígios do ecossistema original, que embora aparentemente protegidos pela topografia acidentada da serra do Mar, continuam sendo destruídos para reflorestamento de espécies exóticas (pinus e eucalipto), atacados pela extração ilegal de palmitos e sua fauna vem sendo dizimada por caçadores, o que em curto espaço de tempo, pode levar a seu completo desaparecimento. O futuro da mata Atlântica depende da preservação dessas áreas remanescentes, permitindo assim a manutenção da qualidade da vida humana (Instituto Rã-bugio).
Paisagem Trilha de Naufragados. Florianópolis/SC
Proteger o que sobrou e recuperar o que desmatamos é um passo estratégico para que o Brasil cresça de forma sustentável. Nosso modelo de desenvolvimento dá sinais claros de esgotamento, mas aponta também a oportunidade de colocarmos a agenda ambiental no centro das decisões políticas, sociais e econômicas do país. Um processo que requer construção participativa entre sociedade, governo e empresas, organizando uma agenda em comum (Fundação SOS Mata Atlântica).
Precisamos reconhecer efetivamente o quanto dependemos das nossas florestas e assumir esse compromisso coletivo. Há muito a ser feito, como investir em saneamento e combater a poluição dos nossos rios e mar; fortalecer as Unidades de Conservação; recuperar trechos degradados, principalmente as Áreas de Preservação Permanente, e zerar o desmatamento ilegal no bioma reforça  a Fundação SOS Mata Atlântica.
Monitoramento na trilha Ponta da Lage. Florianópolis/SC
O INSTITUTO DE ESTUDOS AMBIENTAIS TRILHEIROS DE ATITUDE - IEATA  foi criado com a missão de contribuir na preservação e conservação da Mata Atlântica através do uso adequado das trilhas e caminhos ecológicos, envolvendo a comunidade do seu entorno, através de um conjunto de ações, do município de Florianópolis/SC.

            Portanto, a IEATA, em parceria com o Programa Roteiros: Trilhas e Caminhos da Ilha de Santa Catarina - PRA, e entidades parceiras, aponta como fundamental a revitalização das Trilhas e Caminhos Ecológicos que estão sendo observadas por seu grupo de Estudos. Com o intuito de utilizar como importante ferramenta de Educação Ambiental, resultando na preservação e conservação das áreas naturais do entorno. 
Texto: Mariléia Sauer
Bióloga - IEATA
Fonte:
___________ Investigando a Biodiversidade: Guia de apoio aos educadores do Brasil. Belo Horinzonte, Brasília: Conservação Internacional, Instituto Supereco, WWf Brasil. Tradução: Débora Agria de Oliveira, Sylvia Oliveira Nocetti

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