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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Biodiversidade nos tempos da Febre: a eminente necessidade de agirmos conscientemente no presente para a cura futura da degradação ambiental.

Gabriel Henrique¹, Carla Moura¹, Marileia Sauer¹
¹Pesquisadores técnicos do Instituto de Estudos Ambientais Trilheiros de Atitude (IEATA).

Por mais que não queiramos pensar sobre o futuro, ou que ainda haja uma necessidade maior de assegurar o presente, por questões financeiras ou de oportunidade muitas vezes, necessitemos pensar sobre a cura para a degradação ambiental e dos seus inevitáveis males, causas e consequências da perda da biodiversidade, resultando na degradação da sociedade e da saúde das pessoas. A febre, pode vir de uma simples gripe, de fácil cura, ou de doenças um pouco mais devastadoras, que outrora extintas ressurgem cada vez mais latentes, como a dengue e a febre amarela, por exemplo, são sintomáticas de um problema ainda maior, a purulenta degradação ambiental.
Esquecemos que problemas ecológicos de natureza cientifica demandam da necessidade da sociedade em evoluir, um meio eficaz de conhecer e prever os possíveis caminhos da humanidade sem termos que passar pelo sacrifício dos problemas. A junção do conhecimento acadêmico e da realidade da sociedade, com seus conhecimentos tradicionais, devem contribuir para construção da identidade do presente, são essas as ferramentas que temos para suplantar as dificuldades. Porém, hoje negamos esse caminho de construção, pois quem deveria alimentar a mistura desses ingredientes, função delegada pelos próprios setores da sociedade, esquecem que prevenir é melhor do que remediar.
Assim, temos grupos isolados dentro desse grande e complexo organismo que tentam resolver problemas sistêmicos. Uma pequena parcela da sociedade que reage pontualmente, e de certa forma, acabam por tornar os problemas ainda maiores. Como um medicamento tomado sem a devida prescrição médica, uma informação transmitida sem o real conhecimento pode acabar por tornar o organismo ainda mais frágil, ficando assim ainda mais vulnerável.
Achamos oportuno introduzir o assunto com essa metáfora, para exemplificar como podemos entender o meio ambiente. Assim, podemos dizer quer o Meio Ambiente é como um organismo, os grupos são os órgãos que fazem tudo funcionar, e para que esse resultado seja efetivo, cada célula desse sistema deve ter uma função ordenada, cada um deve saber das suas obrigações e dos seus direitos, pois assim também saberemos que se caso deixemos de cumprir nossas atribuições ou resolver atuar por iniciativa individual, todo o organismo poderá ser afetado. Ainda, sem esquecer da importante diversidade inerente de cada setor, um organismo biodiverso pode ser considerado aquele com maior quantidade de setores com diferentes propósitos, assim as chances de ser enfraquecido diante de doenças oportunistas diminuem consideravelmente.
Deixando a Metáfora, Florianópolis com seu Meio Ambiente biodiverso: dos aspectos culturais; de farta natureza, por estar inserido nos domínios da Mata atlântica; por possuir uma vegetação típica, pois é a maior ilha marítima do Brasil com esta natureza; e por seu atual contexto social, se torna cada vez mais procurada e vítima da falta de integração dos seus setores. A expansão do setor imobiliário, com a implementação de condomínios a beira do mar, luxuosos resorts, do crescimento urbano com maior geração de resíduos e maior consumo dos recursos naturais, do lançamento dos esgotos a céu aberto, como por exemplo a avenida beira mar com suas placas de aviso sobre possível contaminação, e da constante invasão em suas áreas de preservação, percebemos a atual degradação ambiental decorrente desta fragilidade. É visível a perda da Biodiversidade em seus meandros, que isolam populações tradicionais e fragmenta o sistema de modo a temer que seu maior benefício pode ser transformado em seu maior algoz.
No último semestre o IEATA – Instituto de Estudos Ambientais Trilheiros de Atitude vem trabalhando em conjunto a outras organizações afim de tentar identificar os processos de alteração da paisagem e assegurar a conservação da biodiversidade no Norte da Ilha. Temos como objetivo a interação entre os diferentes setores, população e governantes, conhecimento tradicional e a pesquisa cientifica, para a construção de estratégias para assegurar o futuro da ilha e todos os seus moradores.
O Instituto foi criado frente à esta emergência da reaproximação deste homem com a natureza, para isso é necessário estar esclarecido sobre seus direitos, deveres e oportunidades  de  conectar as diferentes esferas ou setores envolvidos. Necessitando estar cientes da situação da degradação ambiental do local ao global.  Atuando com a missão de Contribuir na preservação e conservação da Mata Atlântica, seus corpos de água e ecossistemas costeiros iniciou sua trajetória no debate do uso adequado das trilhas e caminhos ecológicos, envolvendo a comunidade do seu entorno através de conjuntos de ações que possibilita realizar um resgate socioambiental e cultural criando base para o desenvolvimento do Ecoturismo.
Com mais da metade da população mundial vivendo nas áreas urbanas tornar as cidades seguras é um desafio, sendo maior quando tratamos de uma Ilha, com forte apelo turístico, e uso desordenado as praias, trilhas e caminhos ecológicos. Todo esse processo  que está sendo desenvolvido pelo Projeto Trilhas e Caminhos Ecológicos teve início com a participação do IEATA  no "Programa Roteiros do Ambiente - Trilhas e Caminhos na Ilha de Santa Catarina - PRA", oficializado pela Portaria 003/FLORAM,, que visa revitalizar um conjunto significativo de trilhas e caminhos do Município de Florianópolis, através de um processo de mapeamento de trajetos, planejamento e implantação de equipamentos padronizados de interpretação, sinalização e segurança, conciliados ao manejo sistemático da vegetação e do solo.
Portanto o IEATA vem pautando seu trabalho com o envolvimento comunitário,  no desenvolvimento do Projeto Trilhas e Caminhos Ecológicos conectando a Educação Ambiental com debate sobre turismo de base comunitário como um instrumento para preservação e conservação da Mata Atlântica,  mobilizando e gerando renda as comunidades locais.
Nesse contexto, entendemos que o resgate cultural é o principal meio de combater o descuido com sua maior riqueza, que o empoderamento das suas tradições será parte fundamental para da construção de uma paisagem saudável para todos.



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